Nova Tamoios
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Equipe de Conservação de Fauna da DERSA resgata família de corujas na Nova Tamoios Contornos

A equipe de Conservação de Fauna da Nova Tamoios Contornos resgatou no início de julho uma família de corujas Suindara

Aves encontradas em forro de alojamento de canteiro de obras foram realocadas e estão sendo monitoradas há 20 dias

São Paulo, 29 de julho de 2015 – A equipe de Conservação de Fauna da Nova Tamoios Contornos resgatou no início de julho uma família de corujas Suindara, no canteiro de obras do Lote 2, em Caraguatatuba. As aves, um casal com seu filhote recém-nascido, encontravam-se num ninho, no forro de uma casa que estava sendo reformada e transformada em alojamento para receber novos funcionários que trabalharão na construção da rodovia.

A Suindara é uma espécie de coruja que costuma fazer ninhos em locais abrigados, como forros de casas e sótãos. Por conta disso, para preservar os animais, a equipe de Conservação de Fauna elaborou uma estratégia para garantir que os pais continuassem a criar a pequena ave em local próximo ao escolhido inicialmente. Uma caixa de madeira foi construída especialmente para abrigar o ninho e foi posicionada do lado de fora da casa.

A família vem sendo monitorada desde então por uma câmera instalada em frente à caixa, permitindo que a equipe acompanhasse o desenvolvimento do trabalho, que foi um sucesso. A coruja filhote, que no início do mês, possuía apenas penugem, hoje, 29 de julho, já tem penas definitivas nas asas. Guilherme Domenichelli, biólogo da DERSA, explica que as penas que estão nascendo já são as que permitirão o voo. “Os resultados são muito positivos. O monitoramento mostrou que a estratégia adotada não interferiu na vida dos animais. Os pais continuaram alimentando o filhote, que hoje está saudável e deve aprender a voar em breve”.

A Suindara é também conhecida como Coruja de Igreja, pois, além de forros de edificações, costuma fazer muitos ninhos em torres de igrejas. Esta espécie é muito comum no mundo todo e muito importante para o equilíbrio biológico, já que costuma se alimentar de roedores. Em média, uma Suindara consome de dois a três animais por dia. A coruja tem hábitos noturnos e chama atenção por sua beleza. É uma ave esbelta, comprida e seu disco facial possui forma de coração.

O trabalho mostra a importância do Programa de Conservação de Fauna da Nova Tamoios Contornos, que abrange não só as frentes de obras, mas também os canteiros. Todos os funcionários que atuam no empreendimento passam por treinamento de preservação de animais para que, em situações como a da coruja, as melhores estratégias para a conservação da fauna sejam adotadas e os impactos da presença da obra sejam os menores possíveis.

O trabalho de conservação ambiental é feito antes mesmo do início das obras. Uma equipe composta por veterinários, biólogos, auxiliares de campo e pesquisadores resgata as espécies que habitam no local. Essa estratégia evita que animais sejam feridos durante as intervenções nas obras.

Os animais são realocados em áreas próximas preservadas. Aqueles que são encontrados em locais de risco, como ninhos de pássaros, ou que têm baixa mobilidade, como bichos-preguiça, roedores, sapos e pererecas, são resgatados e realocados em áreas seguras com características adequadas às suas necessidades.

Todos os canteiros dos lotes estão equipados com ambulatórios veterinários para atender animais resgatados que eventualmente necessitem de cuidados antes de retornarem à natureza.

Na região da Nova Tamoios Contornos, já foram resgatados e realocados em locais apropriados cerca de 1.200 animais.

Além da preocupação de minimizar os impactos das obras no ambiente dos animais que vivem nas áreas em que o empreendimento está sendo implantado, a DERSA realiza o monitoramento da fauna em toda a região do entorno. O monitoramento de fauna é executado por biólogos especialistas que identificam e registram os animais pertencentes à região. São monitorados os grupos considerados bioindicadores (mamíferos, aves, répteis, anfíbios e borboletas), cuja presença permite identificar possíveis impactos na fauna causados pelas obras. Este trabalho é importante não só para mitigar os impactos durante as obras, mas para identificar eventuais alterações no comportamento no bioma para que assim medidas compensatórias possam ser tomadas para reequilibrar o meio ambiente.