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DERSA reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir projetos para túneis imersos

A reunião técnica serviu para a troca de experiências e conhecimentos sobre o tema

A reunião técnica serviu para a troca de experiências e conhecimentos sobre o tema

Uma reunião técnica ocorrida em 06 de setembro, na sede da DERSA, discutiu detalhes e particularidades sobre a construção de  túneis imersos, uma tecnologia ainda inédita no Brasil. O evento aproveitou a visita de técnicos da Cowi A/S, empresa dinamarquesa de projetos de engenharia e especialista na tecnologia, para reunir engenheiros da própria DERSA, especialistas nacionais e professores universitários para trocar experiências e conhecimentos sobre o assunto.

A partir da experiência dos dinamarqueses, foi possível conhecer ainda mais a técnica de projeto e construção de túneis imersos, metodologia que a DERSA se preparara para trazer ao Brasil e que será empregada na ligação entre as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista.

Os especialistas da Cowi visitam o Brasil a convite da empresa Figueiredo Ferraz, uma tradicional projetista brasileira. "Convidei-os para apresentação de novas tecnologias e solução de engenharia", disse João Antonio Del Nero, presidente da Figueiredo Ferraz.

A Cowi A/S tem sede em Copenhague e atua há mais de 70 anos com projetos de engenharia. Seu portfólio conta com mais 40 projetos de túneis imersos implantados em diversos locais do mundo, sendo um dos mais relevantes a ligação Busan-Geoje, inaugurada em dezembro de 2010, na Coréia do Sul, cujo túnel imerso tem mais de três quilômetros de extensão.

As apresentações foram conduzidas pelo vice- presidente sênior da empresa, Steffen Goth, pelo diretor de projetos Casper Paludan-Muller e pelo gerente sênior de projetos Jorgen Holst.

"A vasta experiência desses especialistas, suas explanações e os debates consolidaram diretrizes e o conhecimento  que temos sobre túnel imerso", disse o engenheiro Antônio Cavagliano, gerente da Divisão de Projetos da DERSA. "Esclarecemos algumas dúvidas sobre esse processo de construção de túnel, que ainda não empregado no País", afirmou.

O encontro também contou com a presença de dois professores da Universidade de São Paulo (USP): o professor-doutor Tarcísio Barreto Celestino, do Departamento de Geotecnia da Escola de Engenharia de São Carlos e presidente do Comitê Brasileiro de Túneis, e o professor Roberto Kochen, professor-doutor do Departamento de Estruturas e Fundações da Escola Politécnica e diretor Técnico da Geocompany Tecnologia, Engenharia e Meio Ambiente.

"É apropriado que a DERSA promova esse tipo de encontro, porque temos uma grande deficiência por ainda não possuir nenhum túnel imerso. É preciso romper com isso, pois estamos muito defasados em relação ao mundo", disse Celestino.

Segundo Kochen, a opção pelo túnel imerso Santos/Guarujá possibilitará ao Brasil absorver rapidamente a nova tecnologia. "A escolha dessa alternativa construtiva para a ligação Santos-Guarujá foi uma bela conclusão da DERSA e representará um custo menor em relação a outras opções", disse o professor. "É louvável que a companhia promova esses encontros com especialistas para discutir novas tecnologias, algo que a Petrobrás faz muito", lembrou.

Sobre a experiência da reunião na DERSA, Steffen Goth resumiu, com entusiasmo, o sentimento dos dinamarqueses: "A discussão foi ótima!"

Túnel Santos/Guarujá

A decisão de implantar um túnel imerso, ligando Santos a Guarujá, foi tomada pelo Governo do Estado de São Paulo, após a realização de um amplo estudo técnico da DERSA. Batizado de  ?Projeto Prestes Maia?,  entre fevereiro e agosto de 2011,  o estudo avaliou as características das demandas locais e regionais de tráfego, bem como alternativas construtivas para a transposição e suas respectivas relações de custos.

O futuro túnel ligará os bairros de Outeirinhos, em Santos, a Vicente de Carvalho, no Guarujá, e permitirá, na sua inauguração, o tráfego de automóveis, caminhões, pedestres e ciclistas. A solução também será compatível com o sistema de VLT (veículo leve sobre trilhos) que será implantada na Baixada Santista.

A decisão pela solução do túnel imerso foi anunciada em agosto último e, neste momento, a DERSA dá andamento aos estudos que subsidiarão a contratação e confecção do projeto executivo do empreendimento. A conclusão da obra é prevista para março de 2016 e o custo de implantação estimado em R$ 1,3 bilhão.

Os túneis imersos constituem uma alternativa interessante para a  transposição secas de canais navegáveis, pois evitam as limitações de altura que surgem sempre que se opta pela construção de uma ponte.

As principais vantagens dos túneis imersos sobre os túneis tradicionais (escavados ) estão no custo de implantação (mais baixo) e na diminuição da extensão, profundidade e rampas de acesso. Estes túneis são semelhantes a grandes tubos apoiados sobre o fundo do canal. São compostos por várias "peças" (perfis de concreto ou de aço) que são construídas fora da água (em uma doca seca) e que, depois de prontas, são seladas e rebocadas flutuando até o local definitivo do túnel, onde são finalmente afundadas.

Embaixo d'água, os perfis são conectados um a um e, depois, travados, de forma a garantir sua estanqueidade. Após a ligação de todos os segmentos ("peças"), o túnel é esgotado e a obra é finalizada, com a liberação para o tráfego (que pode ser de veículos, caminhões, trens, pedestres ou ciclistas).

A primeira passagem de tráfego, que utilizou o método de túnel imerso, foi construída em 1910, para permitir a passagem da Ferrovia Central de Michigan (Michigan Central Railroad) sob o Rio Detroit, nos Estados Unidos. Embora ainda inédita no Brasil, foram catalogados mais de 150 túneis imersos atualmente em operação pelo mundo.

A DERSA é uma empresa de economia mista,  fundada em 1969, cujo pioneirismo e criatividade foram responsáveis pelo desenvolvimento e a introdução, no Brasil, de diversas tecnologias no campo da engenharia rodoviária.

Coube à DERSA a construção da Rodovia dos Imigrantes (1976), dos Bandeirantes (1978), Ayrton Senna (1982), Carvalho Pinto (1994) e os trechos Oeste (2002) e Sul (2010) do Rodoanel Mário Covas. Atualmente, a companhia é responsável pela implantação do trecho Norte do Rodoanel (2014) e pela duplicação do trecho de Planalto da Rodovia dos Tamoios (2013).

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