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Entregue ao tráfego a primeira etapa da adequação viária da Marginal Tietê

Com três faixas de rolamento em cada sentido, a nova pista central foi liberada ao tráfego no sábado, 27/03, em tempo recorde: após 9 meses de obras

Com três faixas de rolamento em cada sentido, a nova pista central foi liberada ao tráfego no sábado, 27/03, em tempo recorde: após 9 meses de obras

A primeira fase das obras de ampliação da Marginal Tietê, principal corredor viário da cidade de São Paulo, chega ao fim  com a liberação para o tráfego da nova pista central. Os usuários já contam com 46 km adicionais de pista, 23 km em cada sentido – Ayrton Senna/Castello Branco e Castello Branco/Ayrton Senna - com três faixas de rolamento.

Orçada em R$ 1,8 bilhão, a readequação da Marginal Tietê, que teve início em junho de 2009, resultou em um total de 36 acessos ao longo da via no sentido Ayrton Senna/Castello Branco, sendo 11 da pista local para a pista central; 7 da central para a expressa; 9 da expressa para a central; e outros 9 da central para a local. No sentido oposto (Castello Branco/Ayrton Senna), são 25 acessos assim divididos: 7 da pista local para a central; 6 da pista central para a expressa; mais 6 da expressa para central e outros 6 da central para local.

Também estão restabelecidas plenamente as alças de acesso das pontes que sofreram prolongamento para abertura do vão que permitiu a passagem da pista central, localizadas na Ponte da Vila Maria, sentido Ayrton Senna-Castelo Branco, e na Ponte da Casa Verde, sentido Castelo Branco-Ayrton Senna. Entre outubro/2009 e fevereiro/2010, foram feitas intervenções para aumento da extensão em cinco pontes da via – Freguesia do Ó, Limão, Casa Verde, Bandeiras e Vila Maria – que ganharam 16 metros a mais e passagem inferior para a pista central. À exceção da Ponte das Bandeiras, que foi prolongada no sentido Ayrton Senna/Castelo Branco), nas demais o prolongamento foi feito no sentido contrário (Castelo Branco/Ayrton Senna). Também foi aberto no dia 27 o viaduto que liga as Avenidas Tiradentes e Santos Dumont à pista central da Marginal Tietê, que integra o Complexo Bandeiras.

A segunda etapa, com previsão de término em outubro/2010, consiste em quatro novas pontes (Complexos Bandeiras, Cruzeiro do Sul, Tatuapé e Dutra/Castelo Branco) e dois viadutos, que irão ligar a Rodovia Presidente Dutra à pista central da Marginal, sentido Ayrton Senna/Castelo Branco; e a pista central da via, sentido Castelo Branco/Ayrton Senna à Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé.

 A Nova Marginal Tietê estará totalmente pronta em dezembro/2010, quando será finalizado o Complexo Tamanduateí. Uma ponte estaiada ligará a Avenida do Estado às pistas central e local da via, sentido Ayrton Senna/Castelo Branco.

A obra

Os 46 km da via foram divididos em três trechos:
O primeiro, entre o Cebolão e a Rodovia dos Bandeirantes, com 8,2 km de extensão (4,1 km de cada lado) foi executado pela concessionária CCR Via Oeste / AutoBan.

O segundo, entre o Viaduto da CPTM e a Ponte do Tatuapé, com 30,4 km (15,2 km de cada lado) foi executado pela DERSA. E o terceiro, entre a Ponte do Tatuapé e o Viaduto Imigrante Nordestino (início da Rodovia Ayrton Senna), com 3,5 km de extensão de cada lado ficou a cargo da concessionária Ecopistas. Os trechos sob responsabilidade das concessionárias CCR Via Oeste/ Autoban e Ecospistas foram gerenciados pela Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo).

O trecho gerenciado pela DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S/A) foi dividido em dois lotes:

1 – Entre Viaduto da CPTM e Ponte das Bandeiras - sob responsabilidade do Consórcio Desenvolvimento Viário, formado pelas construtoras EIT - Empresa Industrial Técnica e Egesa Engenharia.

 2 – Entre Ponte das Bandeiras e Ponte do Tatuapé - sob responsabilidade do Consórcio Nova Tietê, formado pelas construtoras Delta Construção e Sobrenco Engenharia e Comércio.

Quanto ao método de construção, a DERSA optou por utilizar pedras do tipo rachão, que permitem melhor drenagem do solo mesmo após a pavimentação. Foram impermeabilizados aproximadamente 19 hectares para a implantação das novas pistas, o que representa 0,006% da Bacia do Tietê. O asfalto utilizado é mais resistente e capaz de absorver o impacto decorrente do intenso volume de veículos leves e pesados que trafegam diariamente pela Marginal.

Marginal verde

A obra da Nova Marginal Tietê atendeu aos requisitos contidos no plano de compensação ambiental aprovado pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. O plano de compensação ambiental pelas obras da Marginal Tietê se dá pela implementação de dois módulos de atividades.

O primeiro constitui-se dos plantios compensatórios pela supressão de cerca de 900 árvores.
A marginal tem hoje 17.500 árvores: 3.159 preservadas na própria via.

- 1.059 transplantadas

- 13.446 plantadas (mudas de espécies nativas, como paineiras, jequitibás-rosa, ipês brancos e roxos, jatobás, paus-brasil,paus-ferro e sibipirunas).

O cuidado é que 20% das espécies sirvam de alimento para a avi-fauna da área, mapeada antes do início das obras.

- plantadas outras 11.000 do total previsto de 83.000 mudas em áreas indicadas pelas oito subprefeituras vizinhas ao empreendimento: Casa Verde, Freguesia do Ó, Lapa, Mooca, Pirituba, Santana, Sé e Vila Maria. Nestas áreas também está prevista implantação de calçadas verdes, tornando permeáveis até 25 hectares de passeios públicos.

-Transplantadas no Parque Ecológico do Tietê: 26.732.

- Plantadas em áreas inseridas no Parque Ecológico do Tietê – PET: 10.370 das 63.000 previstas.

O total superará as mais de 176.000 árvores previstas na compensação ambiental, correspondendo a quase 200 novas árvores por cada uma suprimida.