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DERSA conclui 85% do plantio compensatório do Rodoanel

Recuperação de áreas degradadas do Parque do Embu com plantio de 1.016 hectares de plantas nativas, o equivalente a 2,5 milhões de mudas.

A DERSA está realizando a recuperação de áreas degradadas com plantio de 1.016 hectares de plantas nativas, o equivalente a 2,5 milhões de mudas

Além da preservação de áreas verdes, por meio da criação e revitalização de parques e unidades de conservação, a DERSA está realizando a recuperação de áreas degradadas com plantio de 1.016 hectares de plantas nativas, o equivalente a 2,5 milhões de mudas.
“O Instituto de Botânica, uma das mais respeitadas instituições do país nós dá as diretrizes técnicas para realização do plantio. E utilizamos dados que eles tinham de todos os plantios compensatórios realizados no Estado de São Paulo, nos últimos 20 anos. Tudo o que havia em comum nessas áreas que foram plantadas e viraram floresta, nós aplicamos ao nosso plantio. Desde a  origem das sementes até a diversidade do plantio, conforme  estabelecido pela resolução da Secretaria do Meio Ambiente chamada SMA n° 8/2008, que estabelece, por exemplo, diversidade de 80 espécies diferentes, além da forma de plantar e a época de plantar,  nos estamos aplicando. Estamos esperando um grande sucesso: com o tempo todas as áreas plantadas vão virar florestas”, afirma Marcelo Arreguy Barbosa, responsável pela supervisão ambiental do projeto.

Esses plantios estão sendo realizados nas áreas de intervenção da obra, em áreas degradadas dentro dos parques, em áreas indicadas pelas prefeituras e na proteção dos mananciais que abastecem a região Metropolitana. Além da bacia dos reservatórios Billings e Guarapiranga, também foram executados plantios no Morro Grande (Sistema Alto Cotia), no sistema Cantareira e no sistema Alto Tietê, todos responsáveis pelo abastecimento da Grande São Paulo, trazendo benefícios ao meio ambiente e à produção de água.

 “A recuperação de áreas degradadas na bacia hidrográfica da região, com plantios efetuados, contribuirão sensivelmente para evitar erosões, ajudando a manter a finalidade de captação de água na região”, diz Daniel Salati Marcondes, gerente de Meio Ambiente da DERSA.

O Programa de Reflorestamento, que promove o plantio de mudas de espécies nativas contemplou ainda a criação de viveiros de mudas nos sete municípios impactados pela obra.

No total serão preservados, revitalizados ou recuperados mais de 5 mil hectares de áreas verdes, o equivalente a 34 parques do Ibirapuera. Para cada árvore suprimida, foram plantadas 5.

Mesmo tendo autorização das autoridades ambientais competentes para suprimir vegetação em toda a faixa de domínio, equivalente a 212 hectares, para a construção do Trecho Sul do Rodoanel foi retirada apenas a vegetação onde foi construída a pista, inserida no off set da intervenção.

Como compensações ambientais pela implantação do empreendimento foram investidos recursos na criação de 4 Unidades de Conservação no município de São Paulo, totalizando mais de 1.200 hectares de áreas protegidas, além da revitalização do Parque do Pedroso, em Santo André, e regularizações fundiárias no Parque Estadual da Serra do Mar e no Parque Estadual Fontes do Ipiranga. Foram criados também mais quatro parques: para preservar as várzeas do Rio Embu Mirim, os Parques Embu e Itapecerica; para preservar as margens do braço do Rio Grande, onde está localizada a captação da SABESP, o Parque Riacho Grande, localizado entre o Rodoanel e a represa; também estão sendo implantados parques lineares, numa faixa de até 300 metros de cada lado da pista, conectando as 4 Unidades de Conservação criadas no município de São Paulo.

Segundo Daniel Salati, “Os parques lineares, ligando os demais parques somados às passagens de fauna que foram construídas sob a rodovia, darão condições para movimentação e alimentação dos animais silvestres da região”.

A implantação das 4 unidades de conservação e dos parques encontra-se em fase avançada de execução, com mais de 80% das áreas já desapropriadas. Também está em fase final de implantação o cercamento e infraestrutura básica, além do plano de manejo sendo desenvolvido pelo Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. As áreas preservadas serão transferidas para as prefeituras dos municípios impactados pela rodovia, que serão responsáveis pela gestão das mesmas.

Para a implantação do Trecho Sul foi adotado um dos projetos mais avançados do mundo em termos de preservação do meio ambiente.

São 26 programas ambientais, voltados para a preservação da flora, da fauna e do patrimônio arqueológico, histórico e cultural, de apoio à proteção e recuperação de mananciais, de monitoramento da qualidade da água, do ar e de ruídos e de atendimento a emergências ambientais durante a construção.

O Trecho Sul do Rodoanel representa um grande ganho não só no transporte e no trânsito, mas também na preservação do meio ambiente nestas importantes áreas de mananciais da Região Metropolitana.