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A DERSA foi fundada em 1969, boletim para construir uma nova ligação entre São Paulo e a Baixada Santista. A implantação da Rodovia dos Imigrantes, que vence quase 800 metros de declive entre o planalto paulista e o litoral, marcou o início da trajetória de sucesso da Empresa, sendo comemorada como um caso de vanguarda da construção civil brasileira. 

Foto aérea da Rodovia dos Imigrantes recém inaugurada em 1976

 

 

■  Viveiro da Imigrantes

 

Em 1973, procurando proteger e restaurar a área impactada do Parque Estadual da Serra do Mar, instalados foram três viveiros, sendo um deles com espécies raras e ou em extinção. O intuito desse projeto, entre outros na área de responsabilidade ambiental, foi minimizado o impacto e recompor a fisionomia, o mais possível possível, do original, nos locais afetados pela construção da Rodovia dos Imigrantes. A DERSA foi pioneira na ação de preservar o meio ambiente, possuindo um corpo técnico atuante antes mesmo do Código Florestal, Lei nº 4.771 / 64

 


Solicitou a qualidade ea segurança aplicada ao primeiro empreendimento implantado pela DERSA, o Governo do Estado de São Paulo solicitou à Empresa a construção de uma nova ligação entre São Paulo e Campinas: a Rodovia dos Bandeirantes, que é a primeira introduzida no ranking das melhores rodovias do País, segundo pesquisa Confederação Nacional de Transportes (CNT), sobre Rodovias (2016).

Inauguração da Rodovia dos Bandeirantes em 1978 

 

 

SAU (Sistema de Auxílio ao Usuário)

 

Em 1976, foi inaugurado o Sistema de Ajuda ao Usuário (SAU) e o Centro Operacional da DERSA (CODE) no Sistema Anchieta - Imigrantes. A DERSA criou um pioneiro no país, com inovações incomuns no mundo todo, o Sistema de Auxílio ao Usuário, composto por quatro serviços: Serviço de Socorro Mecânico, Guincho, Atendimento de Primeiros Socorros e Inspeção de Tráfego. Além das ambulâncias e guinchos, o SAU instalou telefones de emergência a cada quilômetro, às margens das rodovias, para atendimento ao usuário e população lindeira. Seu maior objetivo era agilizar o socorro ao usuário, em qualquer ponto das rodovias e no menor tempo possível.

 


Com excelentes resultados, mais obras foram realizadas pela DERSA, como a Ponte do Mar Pequeno (1982), o primeiro trecho da Rodovia dos Trabalhadores - atual Ayrton Senna (1982) - a rodovia Hélio Smidt (1985) e a Rodovia Santos Dumont - Campinas Ligação Ligação Sorocaba (1985).

Construção da Ponte do Mar Pequeno 

 

Inauguração da Rodovia dos Trabalhadores em 1982 


Em 1989, a Empresa passou a construir e operar todos os terminais intermodais de carga sob jurisdição do Estado de São Paulo, além de assumir a responsabilidade pela administração do Porto de São Sebastião e pelas travessias litorâneas. Um ano depois, a DERSA construiu a Rodovia Carvalho Pinto, facilitando o acesso às cidades do litoral norte do Estado e às principais cidades do Vale do Paraíba. A inauguração da via, somada à operação da Rodovia Ayrton Senna, viabilizou o primeiro sistema totalmente implementado pela DERSA: o Sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto.

Porto de São Sebastião em maio de 1989 

 


Coube à DERSA também a duplicação da Rodovia Dom Pedro I (1990), a implantação do Anel Viário de Campinas (2001), a Avenida Jacu Pêssego (2012), a Nova Marginal Tietê (2010), o Complexo Viário Polo Itaquera (2014) , a Estrada Parque Várzea do Tietê (2011) e a duplicação do Trecho Planalto da Nova Tamoios
(2014). 

Construção da Rodovia Dom Pedro I 

 

Complexo Viário Polo Itaquera 

 

Trecho Planalto da Nova Tamoios 


Em 1998, a Empresa se tornou responsável por projetar e implantar o Rodoanel Mario Covas. Com 176,5 km de extensão, uma obra interligada à Região Metropolitana de São Paulo a todas as rodovias que chegam e saem da capital, para evitar que veículos em trânsito passem por dentro da área urbana. Inaugurado em 2002, o primeiro trecho, com 32 quilômetros, o Oeste, atravessa as rodovias Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt. O Trecho Sul, com 61,4 Km - sendo 57 km no eixo do Rodoanel e 4,4 km correspondentes ao acesso ao município de Mauá - junta-se ao trecho Oeste, inaugurado em 2010, e articula o acesso às rodovias Anchieta e Imigrantes . O único trecho não implantado pela DERSA, o Trecho Leste, em operação, tem 43 Km, com início na interligação com o Trecho Sul, na saída da Avenida Papa João XXIII, em Mauá, e termina na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Arujá, interligando as Rodovias SP-66, SP-70 e BR-116. Completando o Rodoanel Mario Covas, o Trecho Norte, em construção, terá 44 km, passará por São Paulo, Arujá e Guarulhos, e traz como destaque uma ligação exclusiva ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, com 3,6 km de extensão.

Rodoanel Oeste 

 

Rodoanel Sul 

 

 

 

■  Bromélia Tillandsia linearis

 

No dia 20 de setembro de 2007 foi encontrada no Trecho Sul do Rodoanel, na região do município de Embu, exemplares da Tillandsia linearis , bromélia cujo último registro tinha ocorrido havia mais de 40 anos. Essa foi a primeira de 3 outras espécies de flora presumivelmente extintas encontradas na região, que puderam ser realocadas em outras áreas específicas a sua área.

A atividade de documentos e resgate responsável que fosse dedicada mais atenção para uma área que até então, apesar de abrigar em grande parte Mata Atlântica nativa, não tinha sido objeto de estudos específicos.

 

 

A Lei Estadual nº 17.148/2019, promulgada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo no dia 13 de setembro de 2019 e publicada no Diário Oficial do Estado em 14 de setembro de 2019, autorizou o Poder Executivo a adotar providências necessárias à dissolução, liquidação e extinção da DERSA. Em 20 de outubro de 2020 foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária dos Acionistas, o início do processo de liquidação da DERSA e a nomeação do Liquidante da Companhia, devendo sua extinção ocorrer no prazo de até 180 dias.

Como parte do processo de liquidação, iniciou-se a transferência das atividades da DERSA, por meio do Decreto Estadual nº 65.262 de 20 de outubro de 2020 e publicado no DOE em 21 de outubro de 2020, transferindo as Travessias Litorâneas ao Departamento Hidroviário (“DH”) vinculado à Secretária de Logística e Transportes; sem qualquer prejuízo as atividades essenciais e dos serviços de interesse público.